Infertilidade Masculina

 

A incidência de infertilidade vem crescendo constantemente. Hoje, 20% dos casais apresentam algum grau de dificuldade para engravidar. Dente esses casais, 40% apresentam um problema masculino, 40% feminino e em 20% o fator que causa a dificuldade de engravidar está no casal.

 

A incidência de infertilidade masculina está em ascensão. O estresse do mundo moderno, o cigarro, a bebida e alimentação artificial estão entre os prováveis agentes causadores. O primeiro exame para avaliar o homem é o espermograma simples, que deve ser repetido em caso de alteração.

 

As alterações podem ser quantitativas (diminuição no número dos espermatozóides) ou qualitativas (diminuição na forma ou motilidade dos espermatozóides). O diagnóstico de infecções seminais pode ser visto pela presença de leucócitos e bactérias identificadas na cultura.

 

Uma vez constatado um problema no homem, a causa deve ser investigada. O exame clinico, dosagens hormonais e uma boa anamnese sobre hábitos, cirurgias prévias, infecções virais ou genitais, história familiar de infertilidade e acidentes, entre outras informações, deve ser pesquisada.

 

Nos casos de alterações leve no espermograma a inseminação simples, técnica de fertilização assistida onde espermatozóides “tratados“ são colocados dentro do útero e trompas na hora da ovulação, seria uma opção mais simples e barata.

 

Nas alterações acentuadas do espermograma a melhor opção terapêutica é a injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI) , técnica de fertilização assistida onde um espermatozóide é injetado dentro do óvulo com auxílio de um microscópio com um sistema de micromanipulação que utiliza micropipetas para o trabalho.

 

É importante frisar que os homens com diminuição acentuada de espermatozóides devem ser alertados para a possibilidade de apresentarem alterações genéticas com deleções ou microdeleções no cromossomo sexual “ Y “ ; que pode ser transmitida ao filho se do sexo masculino.



Estima-se que 10% a 12%  dos indivíduos oligospérmicos severos (com diminuição severa dos espermatozóides)  e 12% a 14%  dos indivíduos azospérmicos não obstrutivos (indivíduos sem espermatozóides por problema na produção testicular dos mesmos) apresentam alterações genéticas em seus cromossomos. Por isso indica-se o estudo cromossômico e de microdeleções nesses indivíduos antes da realização do ICSI.

Nos homens com azospermia (ausência de espermatozóides no ejaculado) , quando decorrente de uma obstrução no canal ejaculatório ou por ausência congênita do deferente, a punção do epidídimo (local onde os espermatozóides são armazenados) com agulha fina, consegue obter espermatozóides para fazer o ICSI.



A pesquisa para fibrose cística (doença genética transmissível ao filho se o gen mutante estiver no pai) deve ser feita nos homens com ausência congênita dos deferentes (canal ejaculatório).

Quando o homem é azospérmico por problema na produção testicular dos espermatozóides, a biópsia do testículo deve ser feita e, se encontrado espermatozóides, faz-se a injeção dos mesmos nos óvulos da esposa (ICSI). Os embriões obtidos são então transferidos ao útero materno.


Antes dessa transferência, os embriões podem ser biopsiados e estudados geneticamente para pesquisa de anomalias cromossômicas.

 

Autor: Professor Doutor Edilberto de Araujo Filho

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