Infertilidade o Meio Ambiente

Autor: Prof. Dr. Edilberto de Araujo Filho
Data: 17/014/2014

Os xenobióticos são substâncias estranhas ao organismo humano. Elas são, em geral, oriundas do nosso meio ambiente e podem causar distúrbios no metabolismo celular.

 

As mais importantes são chamados METAIS PESADOS (chumbo, mercúrio, cádmio e alumínio) e os POLUENTES ORGÂNICOS PERSISTENTES (POP).

 

O acúmulo dessas substâncias tóxicas no organismo, acaba por provocar uma série de alterações metabólicas e hormonais que culmina no aumento da incidência de câncer, obesidade, leva à queda da imunidade, distúrbios cognitivos, infertilidade, etc. Os POPs, são altamente tóxicos, lipossolúveis e persistentes.

 

A estrutura molecular deles é muito semelhante ao hormônio feminino chamado estrógeno. Com isso podem ligar-se ao receptor dos estrógenos e alterar toda a fisiologia celular.

 

Os POPs são verdadeiros mimetizadores hormonais (imitam os hormônios) e estão presentes em agrotóxicos, defensores agrícolas, produtos plásticos e químicos industriais, ou seja, estão presentes em tudo que usamos ou entramos em contato diariamente.É quase impossível, nos dias de hoje, evitarmos o contato com eles.

 

Os metais pesados, por sua vez, atuam como disruptores hormonais e ativadores de reações oxidativas que, em excesso, são responsáveis pela alteração do bom funcionamento celular, incluindo os gametas e espermatozóides.

 

Em vista disso, os XENOBIÓTICOS têm sido associados a aumento na infertilidade masculina e feminina, na incidência de endometriose, aborto de repetição, sídrome de resistência periférica à insulina, baixa imunidade e outras.

 

Esses xenobióticos têm sido associados a mutações genéticas, polimorfismos gênicos, inflamações metabólicas, alergias absortivas, reações oxidativas várias, além de desestruturação do metabolismo celular a nível de receptores.

 

Temos observado, a nível de laboratório de reprodução assistida, óvulos e espermatozoides com qualidade inferior à esperada em pacientes jovens, o que mostra um reflexo direto e claro do que esses poluentes podem causar na reprodução humana.

 

A motilidade, a morfologia (forma espermática) e o DNA (fragmentação) são claramente alterados pelos xenobióticos.

 

Como o homem produz os espermatozoides a cada 75-90 dias, se evitarmos essas substâncias, um novo lote de espermatozoides surge com possibilidade grande de melhora.

 

Já a mulher não produz óvulos durante a vida, de forma que o impacto negativo tem repercussão nos óvulos. Portanto, alterações hormonais, alterações na qualidade oocitária e embrionár são visíveis no laboratório.

 

Podemos pensar até em falência ovariana precoce e perdas gestacionais de repetição que estão cada vez mais frequentes.

 

Portanto, devemos, por obrigação, alertar e, consequentemente, adotarmos atitudes preventivas para minimizar a ação desses agentes nocivos.

 

Estilo de vida saudável, atividade física regular (150h/semana) pelo menos, diminuir o nível de estresse com folgas regulares do trabalho. Alimentação saudável, de preferência com alimentos com baixo teor em gordura trans, bastante legumes, verduras e frutas orgânicas.

 

Dessa forma, conseguiremos manter um sistema antioxidativo eficiente para contrabalancear e neutralizar a ação deletéria dos radicais livres.

 

Com essas medidas simples temos observado importantes mudanças, a nível laboratorial, de óvulos e espermatozóides.

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