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Consumo de bebidas adoçadas com açúcar relacionado à qualidade seminal e níveis hormonais reprodutivos em homens jovens.

 

“Sugar-sweetened beverage intake in relation to semen quality and reproductive hormone levels in young men”

Human Reproduction, 29(7): 1575-1584, 2014 / first published online May 8, 2014

(1) Department of Nutrition, Harvard School of Public Health, Boston, MA 02115, USA.

 

 

Recente estudo publicado na revista Human Reproduction, realizado por pesquisadores do Departamento de Nutrição da Harvard, Boston- EUA, investigou se o consumo de bebidas adoçadas com açúcar (BAAs), como por exemplo os refrigerantes com cafeína (Ex: Coca-cola e Pepsi), refrigerantes sem cafeína, chás gelados, bebidas “esportivas”, estaria associado com a qualidade seminal, e a resposta foi que sim, ou seja, verificou-se que o alto consumo dessas bebidas estava associado com menor motilidade espermática entre homens jovens e saudáveis.
              

 

A literatura existente sobre o papel desse tipo de bebida relacionada com a  função reprodutiva masculina é escassa e focada principalmente na relação entre bebidas cafeinadas e qualidade do sêmen. No entanto, estudo utilizando roedores como modelos sugere que as BAAs podem dificultar a fertilidade masculina.
              

O estudo que os autores apresentam foi do tipo transversal (medição feita num único “momento”), realizado na Universidade de Rochester nos EUA, no período de 2009 a 2010 onde foram avaliados 189 homens jovens e saudáveis. A idade variou de 18 a 22 anos. Amostras de sangue e de sêmen foram coletadas e todos os indivíduos foram submetidos à exame físico e responderam um questionário de freqüência alimentar (QFA). Nesse estudo, uma porção de BAA foi definida como um copo, garrafa ou lata (350 ml). Os resultados mostraram que a ingestão de BBAs estava inversamente relacionada com a motilidade progressiva dos espermatozóides.

Homens que consumiam maior quantidade diária desses produtos apresentaram 9,8% menos motilidade espermática progressiva se comparado aos que ingeriam menor quantidade diária. Esta associação foi mais forte entre os homens magros, mas ausente entre os homens com sobrepeso ou obesos. Ingestão de BAAs não estava relacionada com outros parâmetros de qualidade de sêmen ou níveis de hormônios reprodutivos.

 Sabe-se que o consumo de BAAs tem múltiplos efeitos metabólicos, e estudos mostram que esse consumo tem sido associado ao aumento da resistência à insulina em adolescentes e adultos. A resistência à insulina aumenta o estresse oxidativo, que por sua vez pode influenciar negativamente a motilidade espermática. Em adição, condições caracterizadas pela resistência à insulina, como o diabetes tipo 2, também tem sido relacionado à baixa motilidade dos espermatozóides.
             

Dada a forte relação entre o consumo de BBAs e obesidade e já existir uma associação bem caracterizada entre obesidade e qualidade do sêmen, os autores hipotetizaram que a associação entre a ingestão de BAAs e o sêmen seria mediada pelo índice de massa corporal (IMC). No entanto, ao contrário da hipótese proposta por eles, não foram observadas evidências de mediação pelo IMC. Ao invés disso, o IMC modificou essa relação, pois observou-se associação entre BAAs e mobilidade dos espermatozóides em homens magros, mas não entre os homens com sobrepeso ou obesos. Contagem total de espermatozóides e concentração espermática são os parâmetros mais fortemente relacionadas com a obesidade, mas o excesso de peso também tem sido relacionado com a diminuição da motilidade espermática em seres humanos e em modelos animais.

A interação observada nesse estudo pode representar uma verdadeira interação biológica onde o forte efeito deletério do excesso de peso sobre a motilidade supera a modesta associação entre BAAs e o resultado obtido e, portanto, a relação entre BAAs e uma “pobre” qualidade seminal pôde somente ser observada entre os homens com maior qualidade seminal de base. Alternativamente, contaminantes como bisfenol A (BPA) e ftalatos contidos em recipientes plásticos também poderiam explicar as relações que foram observadas.
              

 Quanto as limitações dessa pesquisa, assim como em todos os estudos transversais,  a inferência causal é limitada. Outro aspecto a ser considerado é que somente uma única amostra de sêmen foi obtida de cada indivíduo.
              

Segundo os autores, até onde se sabe, este foi o primeiro relato sobre a relação entre a ingestão de BAAs e a baixa qualidade do sêmen, além da contribuição de bebidas com cafeína. Eles mostraram que seus resultados estão de acordo com recentes dados experimentais realizados em roedores, porém concluem que estudos adicionais são necessários para obter conclusões sobre a relação de BAAs com a qualidade do sêmen ou a infertilidade masculina.

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