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Pesquisa mostra redução nos riscos à saúde para bebês de reprodução assistida

22/01/2015

Os avanços nos métodos e técnicas usados na reprodução assistida nos últimos 20 anos trouxeram uma constante redução nos riscos à saúde perinatal dos bebês nascidos graças a estes tratamentos, como prematuridade, baixo peso ao nascer, natimortalidade e mortalidade no primeiro ano de vida.

 

É o que mostra estudo que analisou os resultados de cerca de 92 mil casos de crianças nascidas de gestações únicas ou de gêmeos devido ao sucesso dos processos de fertilização in vitro (FIV), os popularmente conhecidos “bebês de proveta”, na Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia entre 1988 e 2007 e os comparou com um grupo de controle de quase meio milhão de nascimentos também únicos ou de gêmeos resultantes de concepções espontâneas no mesmo período nestes mesmos países.

 

“Ao longo deste período de 20 anos de nosso estudo, observamos um notável declínio do risco (destes bebês de FIV) nascerem prematuramente ou muito prematuramente”, diz Anna-Karina Aaris Henningsen, médica da Clínica de Fertilidade do hospital da Universidade de Copenhague e uma das autoras de artigo sobre o levantamento, publicado nesta quarta-feira (22) na última edição do periódico científico “Human Reproduction”.

 

A proporção de bebês únicos nascidos da reprodução assistida com peso baixo ou muito baixo, menos de 2.500 gramas e 1.500 gramas, respectivamente, também caiu. E as taxas de natimortos ou de mortes durante o primeiro ano também caíram tanto para os bebês únicos quanto para os gêmeos.

 

Mudança de abordagem

 

Segundo os pesquisadores, estas melhorias são resultado de diversos fatores, sendo o principal identificado por ele a mudança na abordagem pela busca do sucesso nestes tratamentos. Inicialmente, os médicos costumavam implantar diversos embriões no útero das futuras mães na esperança de que pelo menos um deles “vingasse”, enquanto atualmente a preferência tem sido por implantar um ou, no máximo, dois embriões a cada ciclo de tentativas.

 

Mas também contribuíram melhorias nas técnicas de fertilização in vitro nos laboratórios e no atendimento clínico das gestantes, assim como nos meios de cultura onde os embriões são desenvolvidos nos laboratórios e nos medicamentos usados para estimular os ovários das mulheres a liberarem óvulos com “alta qualidade”.

 

“A transferência de diversos embriões em um ciclo, mesmo que resulte em apenas um bebê, ainda pode ter um impacto negativo na saúde neonatal em geral deste bebê” destaca Anna (...)

 

Fonte: O Globo – matéria na íntegra disponível no site www.oglobo.globo.com

 

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